Como deve ser o gestor do futuro?

Como deve ser o gestor do futuro?

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O gestor do futuro não pode ser igual ao gestor do passado. O mundo empresarial muda a um ritmo alucinante, pelo que é necessário que o gestor esteja sempre a par das últimas alterações do mercado, pois só assim consegue manter-se competitivo e tomar as decisões mais acertadas para o futuro do negócio. Espera-se que o gestor do futuro seja mais proativo do que agora e que não espere as situações acontecerem para agir. No artigo de hoje, abordamos os principais aspetos sobre as características que um gestor do futuro deve ter!

Mais do que um gestor deve ser um líder

O gestor deve ser um exemplo a seguir e deve conseguir motivar a sua equipa a trabalhar na direção que acredita ser a mais indicada para o negócio. O gestor não pode ser alguém que dá ordens e espera que estas sejam cumpridas cegamente. Deve ser um líder dentro da organização, pois só assim conseguirá fazer a diferença.

Saber ouvir

É um conselho que cabe em qualquer área da vida pessoal e profissional. Como se costuma dizer, se temos dois ouvidos e apenas uma boca, devemos falar menos e ouvir mais! No mundo empresarial, o líder do futuro deve saber ouvir mais os seus colaboradores pois só assim será capaz de encontrar problemas e implementar melhorias. Quando o líder ouve os seus colaboradores, estabelece-se uma relação mais próxima entre eles e em conjunto conseguirão encontrar respostas que serão benéficas para a gestão.

Analisar constantemente o negócio

“Um negócio que não produz nada além de dinheiro é um negócio pobre”: a célebre frase é de Henry Ford e ainda se mantém atual. Um bom líder deve avaliar um negócio como um todo e não se focar apenas no dinheiro. O gestor deve ser capaz de avaliar os aspetos financeiros, mas também os aspetos relacionados com a motivação dos colaboradores, condições de trabalho e impacto social do negócio.

Simplificar os processos

“A simplicidade é a suprema sofisticação”: esta frase constava no primeiro flyer da Apple e era uma filosofia seguida pelo Steve Jobs. Steve Jobs eliminava todos os elementos acessórios e centrava-se apenas no que realmente era importante. Os gestores têm tendência a complicar tudo, desde a criação de relatórios até à realização de reuniões demoradas. Um bom gestor deve ser capaz de apresentar a informação à sua equipa de uma forma simples e de fácil entendimento para que o trabalho possa fluir a um bom ritmo. É muito por causa da necessidade cada vez maior desta simplicidade que surgiram softwares como o Multipeers, permitindo analisar a informação em tempo real de uma forma simples, prática e intuitiva.

Conhecer a tecnologia

Não é expectável que o gestor do futuro seja um expert em tecnologia, mas deve ter conhecimento sobre as ofertas existentes no mercado que possam melhorar a produtividade da organização. A tecnologia tem cada vez mais impacto no mundo empresarial, pelo que esta área deve ser acompanhada de perto pelo gestor.

7 vantagens imediatas da análise dos dados em tempo real

7 vantagens imediatas da análise dos dados em tempo real

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A informação em tempo real é uma necessidade cada vez mais presente na vida das empresas atuais. Os gestores já não podem deixar as suas decisões para depois e não é aconselhável que utilizam relatórios com alguns dias como fonte de dados para decidirem. A vida dos negócios acontece agora, a cada momento, pelo que é indispensável que os gestores tenham um conhecimento atual e fidedigno de todas as situações da empresa. Softwares como o Multipeers serão cada vez mais uma presença constante nas empresas. No artigo de hoje, apresentamos-lhe 7 vantagens imediatas da análise dos dados em tempo real para os negócios!

Decisões mais conscientes

Quando o gestor sabe exatamente o que se passa no negócio, é muito mais fácil tomar a decisão certa e esta é sem dúvida a vantagem mais imediata e mais importante de utilizar um sistema de informação em tempo real. Analisar o negócio em tempo real permite ter todos os inputs necessários para que se possa decidir conscientemente sobre o melhor rumo a tomar, pois a informação que vai analisar está atualizada e é fidedigna.

Definição de alertas de negócio

Os softwares de monitorização do negócio como o Multipeers permitem a definição de alertas de negócio para que seja avisado sempre que alguma situação sai do seu padrão. Onde quer que esteja, será notificado por SMS ou e-mail sobre eventuais alterações aos seus padrões previamente estabelecidos e poderá agir de imediato, antes mesmo de haver prejuízos para a organização. Esta revela-se uma enorme vantagem competitiva pois possibilita uma ação imediata e impede consequências negativas para o negócio.

Consulta da informação em qualquer dispositivo

Quase todos os programas de gestão de informação em tempo real apresentam a possibilidade de serem utilizados em dispositivos móveis, o que é uma enorme vantagem visto que o mercado empresarial está cada vez mais móvel. Com esta ferramenta, pode estar numa reunião ou numa viagem e ter informação real e atualizada sobre o estado verdadeiro do seu negócio.

Deteção precoce de eventuais problemas

Uma falha no processo de produção pode significar problemas sérios com clientes, fornecedores e parceiros se não for detetado e corrigido a tempo, destruindo linhas produtivas completas e prejudicando a relação com stakeholders. Acompanhar o processo produtivo em tempo real permite identificar eventuais falhas e a sua respetiva correção em tempo útil. Deste modo, quaisquer desvios serão corrigidos o mais rapidamente possível.

Utilização de diversas fontes de dados em simultâneo

Com a utilização de um sistema de análise em tempo real é possível agregar num só sistema toda a informação relativa à empresa. Deste modo, o acesso à informação torna-se bastante mais fácil e intuitivo, reduzindo o tempo que anteriormente o gestor gastava a condensar informações oriundas de diversas fontes de dados.

Diminuição da probabilidade de errar

O uso de sistemas de análise de dados em tempo real reduz as falhas de comunicação e acelera a consolidação dos dados, reduzindo assim a probabilidade de cometer erros prejudiciais para o negócio. Toda a informação da empresa vai estar condensada apenas num local, o que torna os processos de análise mais ágeis e eficazes.

Identificação célere de oportunidades de negócio

Com a utilização de uma ferramenta de análise em tempo real poderá identificar oportunidades no exato momento em que elas surgem, o que lhe permitirá estar sempre um passo à frente da concorrência. Uma modificação na procura de um produto, por exemplo, poderá levá-lo a lançar uma campanha específica, o que vai aumentar as vendas e melhorar os resultados globais.

 

Analisar os dados em tempo real é cada vez mais uma realidade nas empresas em todo o Mundo. Os negócios acontecem a um ritmo muito acelerado e é essencial que saiba o que está a acontecer na sua empresa para conseguir tomar as decisões mais adequadas para o seu negócio. Faça download do nosso e-book e saiba como uma ferramenta BAM o pode ajudar a gerir!

Como é o processo de tomada de decisão nas empresas de sucesso?

Como é o processo de tomada de decisão nas empresas de sucesso?

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Decisões, decisões e mais decisões: é assim o dia-a-dia de um gestor. Qualquer decisão interfere no sucesso (ou insucesso) do negócio, pelo que é fundamental ter conhecimento adequado e atualizado no momento de decidir. As decisões devem ser tomadas de modo consciente, pois quando decidimos intuitivamente, sem dados e factos concretos, poderemos estar a prejudicar seriamente o nosso negócio. No artigo de hoje, vamos perceber como é o processo de tomada de decisão nas empresas de sucesso!

Primeira etapa: identificação do problema

Numa grande parte das situações, a tomada de decisão tem como objetivo resolver um problema. Assim, é preciso identificar a sua origem e listar todas as possíveis soluções. Esta etapa parece básica mas é uma das mais importantes, pois vai dar-nos os dados necessários para sabermos qual caminho escolher. No final, a decisão tomada terá que estar de acordo com o problema identificado. Se isso não acontecer, a decisão tomada poderá ser completamente ineficaz para as necessidades da empresa.

Segunda etapa: recolha de dados

Nesta etapa, é importante fazer uma recolha dos dados necessários para tomar a decisão. É aqui que se faz uma análise completa da situação. Cada vez mais, os gestores precisam de ter acesso aos dados em tempo real. Soluções como o Multipeers permitem que o gestor tenha acesso a todas as informações oriundas de todas as fontes de dados da empresa. Este cenário é o mais indicado para que a decisão tomada seja a correta para o negócio, uma vez que o gestor sabe, a cada momento, exatamente aquilo que se passa no seu negócio. A informação em tempo real é cada vez mais uma necessidade e uma realidade nas empresas de todo o Mundo.

Terceira etapa: avaliar todas as hipóteses

Antes de tomar uma decisão, o gestor deve identificar e analisar pormenorizadamente todas as alternativas disponíveis. O mesmo problema pode ter várias soluções e o gestor deve contar com a ajuda da sua equipa para escolher o melhor caminho a seguir. Deste modo, não só a empresa ganha pois a opinião de todos será, certamente, melhor que a de uma pessoa só, como os colaboradores se sentirão mais motivados pois sentem-se parte integrante do processo.

Quarta etapa: decisão e acompanhamento

A última etapa é escolher a alternativa mais adequada à realidade da empresa. Contudo, o processo de decisão não deve ficar extinto no momento em que se decide. Para que haja uma evolução positiva do negócio, todas as decisões devem ser acompanhadas continuamente, de modo a perceber se realmente foi a decisão certa para o negócio e para aplicar alterações caso sejam necessárias.

Analisar os dados em tempo real é cada vez mais uma realidade nas empresas em todo o Mundo. Os negócios acontecem a um ritmo muito acelerado e é essencial que saiba o que está a acontecer na sua empresa para conseguir tomar as decisões mais adequadas para o seu negócio.

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Conheça os principais indicadores industriais e saiba como podem ajudá-lo no dia-a-dia

Conheça os principais indicadores industriais e saiba como podem ajudá-lo no dia-a-dia

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“O que não pode ser medido não pode ser controlado”: esta frase faz todo o sentido no mundo dos negócios e, cada vez mais, os gestores têm a consciência de que é necessário avaliar cada uma das suas ações. Só com um acompanhamento efetivo de tudo aquilo que se passa num negócio é que é possível aplicar medidas de melhoria e conseguir níveis elevados de performance. Os KPI – key performance indicadores – são fundamentais no processo de gestão, avaliação e de melhoria contínua de um negócio. No artigo de hoje, vamos falar sobre os principais indicadores industriais e explicar como podem ajudá-lo no dia-a-dia!

Indicadores de Produção

Em qualquer indústria é fundamental que exista uma monitorização contínua da produção, com o objetivo de analisar a sua eficiência e tempo de atividade. Os indicadores de produção, quando bem aplicados, ajudam a reduzir os custos produtivos, a melhorar os níveis de produtividade e a aumentar o lucro. Alguns dos indicadores de produção mais utilizados são os seguintes: número de produtos produzidos, tempo de inatividade de uma máquina ou de um colaborador e horas trabalhadas na produção.

Indicadores de Pedidos

Estes indicadores dão-nos informações sobre stocks, liquidez, inventários, entre outros aspetos. São indicadores que nos permitem ter uma visão global sobre aquilo que temos no momento para venda, quais os pedidos que falta concluir e qual a nossa rentabilidade financeira. Os principais indicadores deste tipo são: volume de negócios, percentagem de encomendas não cumpridas, índice de inventário para vendas e percentagem de encomendas entregas no tempo devido.

Indicadores Económicos

Os indicadores económicos são transversais a todas as atividades e têm um peso muito significativo para a indústria. Estes indicadores dão-nos todas as informações relativas à saúde financeira do negócio. Os principais indicadores nesta área são: margem de contribuição, percentagem de lucro, ponto de equilíbrio económico, EBITDA, ticket médio e amortizações.

 

Como é que estes indicadores me podem ajudar no dia-a-dia?

  • Informação relevante para decisões conscientes: os KPI’s fornecem muita informação sobre a empresa e nessa medida tornam a tomada de decisão mais eficiente e mais fácil. Os gestores queixam-se frequentemente da falta de informação sobre a empresa para poderem decidir de forma consciente e estes indicadores de desempenho ganham um papel de destaque no momento de tomar decisões sobre o futuro da empresa. Os gestores só conseguem tomar decisões assertivas e acertadas se tiverem um total conhecimento sobre a realidade empresarial. E nada melhor que KPI’s para fornecer todo esse conhecimento.

  • Objetivos mais realistas e mais facilmente cumpridos: analisar o desempenho de uma empresa de forma constante garante que se dedique uma maior atenção ao cumprimento dos objetivos. Um processo eficiente deve ser planeado e controlado. O acompanhamento contínuo do desempenho assume um papel de grande relevância no planeamento e posterior controlo, pois fornece informações sobre processos desenvolvidos pela organização. A eficácia de qualquer estratégia de controlo depende em grande medida da correta adequação das métricas de desempenho desenvolvidas e dos KPI’s.

  • Mais conhecimento sobre a estratégia empresarial: é fundamental que cada colaborador da empresa ou organização conheça os seus KPI’s e que estes sejam atualizados com alguma frequência. “Se não soubermos para onde vamos, qualquer caminho serve”: o mesmo se aplica nas empresas. Se não tivermos consciência dos resultados que devemos atingir com o nosso trabalho, poderemos fazer qualquer coisa, e isso possivelmente não estará em linha com os objetivos gerais da organização. Definir os indicadores de cada colaborador e fazer a ligação com o sistema de monitorização é essencial para que se obtenha uma visão global e integrada do estado da empresa e do desempenho de cada um. É importante ainda referir que cada colaborador deve ter acesso apenas aos indicadores importantes para a prossecução do seu trabalho, de modo a ter um dia-a-dia mais focado e organizado.

Ter uma visão mais ampla é fundamental para conseguir acompanhar o negócio e tomar decisões acertadas. No dia-a-dia empresarial agitado de hoje em dia e com as exigências cada vez maiores dos consumidores, ter conhecimento sobre o mercado é uma arma obrigatória para se vencer. Faça download do nosso e-book sobre monitorização do negócio e saiba como um sistema BAM pode ajudar a sua empresa a crescer de modo sustentado!

5 erros comuns no tratamento da informação que precisa de eliminar já

5 erros comuns no tratamento da informação que precisa de eliminar já

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A informação é o bem mais valioso das empresas. A cada dia que passa, as empresas armazenam mais dados que precisam de ser tratados para que forneçam os inputs necessários a uma tomada de decisão eficaz e consciente. Quando a informação não é bem tratada e analisada, o mais provável é a empresa tomar decisões erradas que vão prejudicar o seu funcionamento. Assim, é essencial saber como lidar com a informação e é preciso eliminar todas as barreiras que impedem o bom tratamento dos dados. No artigo de hoje, apresentamos os 5 erros mais comus no tratamento da informação que precisa de eliminar já!

Erro nº1: Trabalhar sem objetivos

No mundo empresarial atual, que é tão competitivo, é muito importante que as empresas definam objetivos gerais e específicos, pois só deste modo saberão qual estratégia seguir para alcançarem os resultados pretendidos. Cada colaborador deve trabalhar com kPI’s específicos e adequados à sua função, pois só desta forma serão capazes de avaliar os dados e transformá-los em informação útil e benéfica para a prossecução do seu trabalho.

Erro nº2: Não acompanhar a rápida evolução tecnológica

Atualmente, a tecnologia evolui a uma velocidade alucinante, o que faz com que as empresas enfrentem constantemente o desafio de estarem atualizadas. Hoje em dia, a análise em tempo real é já uma realidade em muitas empresas. Se há uns anos era suficiente saber o que se passava na empresa uns dias depois dos acontecimentos, hoje essa realidade está completamente alterada. Analisar a informação empresarial em tempo real é o primeiro passo (e podemos arriscar dizer que é o mais importante) para conseguir decidir com consciência e de forma eficaz. Muitas empresas ainda cometem o erro de basear a sua atuação em relatórios com alguns dias. Sistemas como o Multipeers são cada vez mais imprescindíveis no mundo empresarial atual.

Erro nº3: Dar o mesmo acesso a todos os colaboradores

Este erro está ligado à segurança da informação, que é um dos aspetos mais importantes, mas que as empresas ainda descuram bastante. A informação da empresa não deve estar acessível a todos os colaboradores da mesma forma. Cada colaborador deve ter acesso apenas à parte da informação que precisa para desempenhar o seu trabalho. Isto vai fazer com que o colaborador se consiga focar mais facilmente e, ao mesmo tempo, vai permitir descobrir a origem de uma eventual fuga de informação.

Erro nº4: Não fazer backup dos dados

Parece um conselho muito básico, mas infelizmente muitas empresas não têm ainda implementado uma política séria de backup.Vivemos num mundo cada vez mais conectado e com cada vez mais ameaças virtuais. Assim sendo, é essencial que esteja preparado para qualquer situação que possa colocar a segurança da sua informação em risco. Nos dias que correm, colocar uma senha de segurança nos seus arquivos mais importantes já não é suficiente. Fazer um backup de dados frequentemente é um passo fundamental para garantir que não vai perder dados sigilosos e de máxima importância. Além disso, é aconselhável que utilize um sistema de recuperação em caso de desastres, como o RAAS. O disaster recovery deve ser encarado como um must have nas empresas, pois é a garantia de que a informação mais importante da empresa está salvaguardada e de que a empresa continuará a funcionar corretamente mesmo quando problemas informáticos acontecem.

Erro nº 5: criar relatórios complexos

A tendência dos gestores é criar relatórios com muitas páginas e com termos complexos que dificultam a sua análise. O ideal é fazer relatórios curtos que contenham apenas a informação essencial para tomar as decisões mais acertadas para o negócio. Crie gráficos apelativos e de fácil leitura pois através destes elementos será mais fácil transmitir a sua mensagem e entender melhor os dados. Se complicar demasiado a apresentação da informação, vai desmotivar os colaboradores que tiverem que fazer a sua análise!

Os principais pilares da segurança de informação nas empresas

Os principais pilares da segurança de informação nas empresas

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Podemos arriscar dizer que “segurança” foi a palavra mais ouvida no âmbito das necessidades empresariais em 2018. Na sequência da entrada em vigor do novo regulamento geral de proteção dos dados, as empresas preocuparam-se efetivamente em garantir que a sua informação se encontrava segura, adotando novas ferramentas e novas formas de lidar com a onda gigante de dados que é gerada diariamente. Mas quais são os principais pilares da segurança de informação nas empresas?

Confidencialidade

A confidencialidade diz respeito a todos os procedimentos e políticas que permitem restringir e regular o acesso a informações sensíveis e confidenciais. É importante que numa empresa o acesso à informação esteja regulamentado e que tenha vários níveis, de acordo com os cargos e com a necessidade de acesso de cada colaborador. A maior parte dos ataques informáticos tem origem interna, pelo que é preciso ter muito cuidado para que a informação mais importante da empresa não caia nas mãos erradas.

Integridade

A integridade é um pilar importante visto que permite identificar se houve alguma alteração no processo ou envio dos dados. A integridade dos dados é essencial para o bom funcionamento de uma empresa e é importante que os dados se mantenham inalterados mesmo após passarem por sucessivas pessoas. Os dados confidenciais de uma empresa não podem ser alterados por qualquer colaborador, devendo haver um procedimento definido para esta situação.

Disponibilidade

Os dados devem estar disponíveis sempre que seja necessário aceder aos mesmos. A segurança da informação não pode permitir que os dados estejam “num lugar longínquo”, em que sejam necessárias muitas etapas para conseguirmos visualizá-los. O armazenamento na Cloud tem vindo a ganhar cada vez mais “adeptos” ao longo dos últimos anos, uma vez que permite que os dados estejam disponíveis em qualquer lugar, em qualquer altura e a partir de qualquer dispositivo. Contudo, é essencial que existam cuidados com a segurança dos dispositivos utilizados na empresa. Ter um bom antivírus, não abrir e-mails suspeitos nem visitar sites pouco credíveis são regras que se devem cumprir sempre.

Autenticidade

A autenticidade é um dos pilares fundamentais da segurança dos dados. Devemos conhecer a origem dos dados com os quais lidamos, pois só assim conseguimos garantir que eles são fidedignos e atuais.

Vivemos num mundo altamente digital e por isso as ameaças tê-se proliferado a uma velocidade muito rápida. Hoje em dia, as empresas precisam efetivamente de utilizar soluções de segurança de dados, sob pena de verem as suas informações confidenciais expostas. Uma falha de segurança pode ser dramática para um negócio, podendo mesmo ditar o fim do mesmo. As ameaças à segurança dos dados são cada vez maiores e mais sofisticadas, tornando mais difícil garantir a segurança dos dados no negócio. Proteger a informação que a sua empresa gera diariamente é essencial para o sucesso do negócio e nesta fase em que o novo regulamento geral de proteção dos dados já entrou em vigor, é ainda mais importante trabalhar no sentido de conseguir proteger os dados da empresa e dos seus stakeholders.

 

5 Motivos para não gerir os seus dados no Excel

5 Motivos para não gerir os seus dados no Excel

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Muitas empresas usam ainda o Excel para fazer a gestão dos seus dados de vendas, marketing, entre outras áreas. Contudo, apesar de ser bastante fácil trabalhar com o Microsoft Excel, este programa tem demasiadas limitações e acaba por ser insuficiente para gerir toda a informação de uma empresa. À medida que as empresas vão crescendo, os gestores sentem a necessidade de utilizar ferramentas mais sofisticadas para gerir a informação empresarial. Mas, apesar dessa necessidade crescente, muitos gestores insistem em utilizar o Excel como ferramenta principal de trabalho e isso acontece devido à facilidade de uso e à resistência à mudança. No artigo de hoje, apresentamos-lhe 5 motivos para não gerir os seus dados no Excel!

O Excel não é seguro

O Excel é um programa gerido de forma manual, que funciona baseado em fórmulas que nem todos os colaboradores de uma empresa compreendem. Assim, gerir os dados de uma organização através do Excel pode ser bastante confuso, pois basta um colaborador alterar uma fórmula para que todos os dados fiquem adulterados. Além disso, o Excel tem uma grande lacuna a nível de segurança pois não permite criar hierarquias a nível da edição do documento, o que compromete em grande medida a segurança dos dados.

Grande consumo de tempo

Inserir os dados no Excel consome muito tempo e ocupa um recurso humano que poderia estar a dedicar-se a outra tarefa. Existem estudos que revelam que os gestores gastam cerca de 50% a 80% do seu tempo de trabalho a recolher dados e a inseri-los em programas como o Excel. O ideal é utilizar uma ferramenta como o Multipeers que junta numa só plataforma todas as informações oriundas das mais diversas fontes de dados da empresa. E tudo em tempo real e de forma automática.

Grande probabilidade de erro

Os ficheiros de Excel são tratados manualmente e por isso existe uma grande probabilidade de erro humano. No mundo empresarial, é preciso haver uma grande confiança nos dados, pois só assim se conseguem tomar as decisões certas para o negócio. Um dado inserido de forma errada no Excel pode afetar todas as informações inseridas e pode desencadear uma decisão mal tomada que prejudica seriamente a empresa.

Perigo de perda dos dados

Felizmente, já existe a opção de utilizarmos o Excel de modo online através do Office 365. No entanto, a maior parte das pessoas continua a trabalhar em ficheiros guardados no seu computador e isso compromete a segurança dos dados. Em caso de desastre informático ou ataque por parte de hackers, existe uma grande probabilidade do ficheiro se perder para sempre. Caso utilize o Excel, a melhor decisão a tomar é utilizá-lo no Office 365, para que possa gravar as alterações de modo automático e para que o ficheiro fique guardado na Web.

Falta de integração

Para gerir bem uma empresa, é necessário trabalhar com diversos ficheiros de Excel, mas é bastante complexo conseguir que eles “conversem” entre si. Existem fórmulas que permitem que um dado alterado num ficheiro tenha impacto noutros ficheiros, mas isso torna os documentos muito pesados e por vezes não funciona corretamente.

Estarão as empresas prontas para adoptar a tecnologia RPA? (parte 2)

Estarão as empresas prontas para adoptar a tecnologia RPA? (parte 2)

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Por Adriano Ribeiro, CEO & partner bwd e Rui Raposo, CCO & partner bwd

Pode ler aqui a primeira parte do artigo.

E que vantagens/benefícios são geradas pela passagem destas tarefas humanas para os robôs?

Desde logo, as pessoas acolhem esta tecnologia porque odeiam as tarefas que os sistemas passam a fazer, aliviando-as da crescente pressão do trabalho.

Outra vantagem imediatamente reconhecida pelos utilizadores destas soluções RPA é o aumento significativo da produtividade da organização, dado que os colaboradores são libertados de tarefas altamente consumidoras de tempo para passarem a realizar tarefas mais estimulantes.

Adicionalmente podemos acrescentar como vantagens das soluções RPA:

  • a elevada escalabilidade das operações sem necessidade de aumento da força de trabalho;
  • a eliminação de atividades relacionadas com recolha de dados manual e erro humano;
  • o acompanhamento da velocidade do negócio, devido aos ganhos de celeridade que a solução permite obter;

Tudo isto sem qualquer utilização de código, permitindo às equipas das várias áreas de negócio a criação autónoma dos robôs para as tarefas que desejarem automatizar, com a obtenção rápida de aumento da eficiência operacional.

A adoção destas soluções de RPA representa um investimento reduzido?

Sim, e sendo um investimento reduzido, embora variável, o seu retorno é sempre inferior a um ano. Então, se uma ferramenta RPA é barata e adicionalmente não exige grandes competências de TI para implementar, a sua implementação acaba por ser um no-brainer.

A implementação de soluções RPA é, de facto, simples permitindo a obtenção de resultados muito rápidos.

Isto é particularmente importante quando, como sabemos, nas nossas organizações muitas vezes, o negócio quer algo relativamente pequeno, mas o departamento de TI tendo peixes maiores para fritar, coloca estas solicitações e matérias em último lugar.

Uma vez tomada consciência desta realidade, a única grande preocupação quanto à implementação desta soluçoes RPA tem a ver com os efeitos disruptivos. Por este motivo, é frequente encontrarmos equipas de TI em negação sobre RPA e o que ele pode fazer.

A solução está na utilização de um parceiro competente na implementação destas soluções que consegue entender todos os impactos que estas abarcam para a estrutura de TI,  em total sintonia com as equipas de TI e garantindo que a solução de RPA desenhada está convenientemente inserida na estratégia global de TI. 

Estas soluções integram facilmente com os sistemas de informação das organizações?

Esta é outra das vantagens na implementação destas soluçõesa sua simples e fácil integrabilidade com qualquer arquitetura de sistemas legacy ou não legacy.

É muito interessante que a adoção programas de automação, por serem tecnologias neutras, permite que as organizações mantenham um elevado ritmo de modernização com a internalizaçao dos rápidos avanços que são concretizados nesta area, contrariamente a outros investimentos de TI em que as organizações são obrigadas a repensar a sua abordagem cada vez que adotam uma nova tecnologia.

Para além desta sintonia com a estratégia de TI, a implementação de uma solução de RPA, dentro de uma estratégia de automação, por forma a ter sucesso, deve estar totalmente alinhada com a estratégia de negócios e operações.

Mais do que simplesmente automatizar uma atividade, os avanços na inteligência artificial, robótica em software, machine learning e plataformas tecnológicas inovadoras possibilitam que as empresas redefinam os seus processos, evoluindo consistentemente na modernizaçao da organização.

A automação do local de trabalho fornece por isso uma oportunidade significativa para melhorias no desempenho e na eficiência global das organizações.

Os principais objetivos identificados na adoção das tecnologias como RPA são:

  • Redução de riscos – muitas empresas automatizam os processos de para reduzir os riscos de malware e outras ameaças. Os riscos inerentes às atualizações e migrações também impulsionam as organizações para o software como serviço (SaaS) e a computação em nuvem. Finalmente, o risco de inatividade é outro driver para selecionar a nova geração de RPA, ITO, BPO e XaaS.
  • Aumento da eficiência – As empresas que abraçam a implementação de RPA costumam fazê-lo porque a automação as leva a melhorias significativas de produtividade e aumentao da flexibilidade da organização
  • Maior compliance – Registando todas as ações e identificando e removendo lacunas de dados entre várias fontes, o RPA auxilia na execução de revisões e no reconhecimento de problemas de conformidade.
  • Maior qualidade na informação disponível.

 

A metodologia aplicada na implementaçao é também fundamental. Se corretamente implementada, a automação pode fornecer enormes melhorias em todas essas áreas. Mas o saldo de benefícios pode variar com diferentes tecnologias e abordagens. O equilíbrio certo para qualquer organização dependerá de sua estratégia global e dos seus objetivos de negócio.

Os programas de automação devem por tudo isto, começar com uma clara articulação do problema. Cada projeto deve ser capaz de identificar onde e como a automação pode oferecer melhorias e mostrar como essas melhorias se vinculam à estratégia global da empresa.

Para a maximização do retorno sobre o investimento, as empresas devem ter o cuidado de não especificar, exagerar, ou gastar demais nos investimentos em automação. A escolha do nível certo de complexidade para atender às necessidades atuais e futuras previsíveis requer uma compreensão profunda dos processos e sistemas da organização.

Parece claro, pela nossa experiência, que os mais bem sucedidos projetos de implementação de soluções de RPA têm como características:

  1. A descentralização em termos de governance na gestão do projeto. A descentralização nas funções ou unidades de negócios como responsáveis pelas iniciativas de automação, com ou sem apoio de uma equipa central. Inversamente, as experiências em organizações menos bem-sucedidas são aquelas em que uma equipa central é a única responsável pela entrega de automação em toda a organização.
  2. A expansão do Buy-in na automação por toda a organização. O incentivo de um programa verdadeiramente em toda a empresa e a prossecução da adoção de tecnologias de automação cognitiva mais avançadas.
  3. O envolvimento da função de TI. O sucesso dos programas de automação também depende do envolvimento precoce da função de TI. Em primeiro lugar, as equipas de TI dessas organizações são mais propensas a ter automatizado seus próprios processos. O seu envolvimento no esforço de automação é definitivamente um diferencial no sucesso.

Em conclusão, as evidências sugerem que as soluções de Inteligência Artificial como a RPA entregam um valor real aos negócios e podem ser uma força poderosa para a disrupção. Os primeiros a adotar soluções de IA e que combinam forte capacidade digital resultante com estratégias pró-ativas têm maiores margens de lucro e destacam-se em termos de desempenho das outras empresas. Os inúmeros casos de sucessos na implementaçao em empresas de retalho, utilitities, manufatura, serviços de saúde e educação destacam o potencial da AI para melhorar a previsão e sourcing, otimizar e automatizar as operações, desenvolver marketing direcionado, gestão de preços, e melhorar a experiência do cliente.

A importância da implementação das soluções de IA como RPA numa correta estratégia digital para cada organização significa que não há atalhos para as empresas nesta matéria, caso contrário correm sérios riscos de insucesso na implementação.

As empresas não podem mesmo atrasar o início da sua jornada digital, incluindo IA. Os primeiros a adotar, criarão grandes vantagens competitivas.

Um programa bem-sucedido exige que as empresas abordem muitos elementos de uma transformação digital e analítica: identifique o caso de negócio, configure o ecossistema de dados correto, construa ou compre ferramentas de IA apropriadas e adapte processos de fluxo de trabalho, recursos e cultura.

A IA promete benefícios, mas também coloca desafios que atravessam empresas, e trabalhadores e as equipas precisam estar preparadas para explorar o RPA e resistir a competir com ele.

Por isso questionamos: A tecnologia RPA está pronta e disponível para as empresas, grandes ou pequenas, mas estarão as empresas prontas para adoptar a tecnologia RPA?

Como tomar as decisões certas na minha empresa?

Como tomar as decisões certas na minha empresa?

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A vida do gestor de uma empresa é cheia de desafios, imprevistos e responsabilidades. Erros não são bem aceitos e cada um deles gera consequências importantes para o funcionamento do negócio. O sucesso da empresa depende as inúmeras decisões que devem ser tomadas diariamente. Tomar decisões estratégicas assertivas hoje se transformou em um grande diferencial e aumenta a competitividade e as chances de sucesso. Não é mais aceitável contar apenas com o “feeling” do gestor. Mas diante de tantas dificuldades, como tomar decisões certas para a empresa? Certamente é com muito planejamento e com o uso de ferramentas que forneçam informações confiáveis para o negócio. Dessa forma você minimiza as chances de cometer erros. É preciso ter dados precisos e atualizados para fazer análises claras do cenário sociopolítico, das taxas de crescimento, da concorrência e de muitos outros itens que geram grandes impactos na decisão.

Identifique o problema

Um dos maiores erros dos gestores que ocasionam a tomada de decisões equivocadas é a falta de conhecimento e investigação da situação por completo. Sem esse cuidado, a decisão tomada pode não ser a mais adequada, gerando ainda mais problemas ou novos erros. É importante dedicar um pouco de tempo e esforço para entender qual é o ponto de inicio do problema e buscar alternativas que possam solucioná-lo. Muitas vezes a questão apresentada é apenas a consequência que outra situação que, se não for resolvida, continuará gerando prejuízos.

Tenha bons indicadores de desempenho

Os indicadores mostram o que está dando certo ou não na empresa. É imprescindível que você possa confiar nos números apresentados e que eles sejam atualizados. Também é importante escolher aqueles que são importantes para a sua empresa, já que existem muitos indicadores, mas nem todos demonstrarão dados relevantes para o seu negócio. Para conseguir que essas informações sejam eficientes, você deve contar com a ajuda da tecnologia e utilizar softwares de captação de dados que asseguram a agilidade e fidelidade das informações. Eles contam com recursos de business intelligence para “garimpar” as informações relevantes para a sua empresa e apresentá-las de maneira amigável, facilitando a sua interpretação.

Utilize um sistema de gestão empresarial

Com mais essa ajuda da tecnologia você simplifica o processo de registro e de organização de dados. O sistema ERP online reúne todas as informações registradas e permite que o gestor gere relatórios personalizados, em tempo real, além de projeções como fluxo de caixa. Com esses dados a análise dos cenários possíveis se torna muita mais fácil e isso ajuda na tomada de decisões. Ter dados precisos sem risco de falhas humanas permite uma visualização clara do que seu negócio precisa. Por exemplo, ao ter um software de controle de estoque você ganha tempo na gestão do seu estoque e precisão de informações.

Crie um planejamento eficiente

Para decisões mais complexas e, principalmente, de longo prazo, é preciso planejar com calma cada passo a ser dado, considerando todos os prós e contras de cada situação. Uma técnica bastante eficiente é a ferramenta 5W2H, um acrônimo de 7 perguntas, em inglês, que servem como base para desenvolver um bom planejamento estratégico.

  • What (o que será feito?)
  • Why (por que será feito?)
  • Where (onde será feito?)
  • When (quando?)
  • Who (por quem será feito?)
  • How (como será feito?)
  • How much (quanto vai custar?)

Conte com a sua equipe de trabalho

Para algumas decisões, principalmente aquelas que envolvem processos de trabalho e criatividade, é muito importante envolver a sua equipe de colaboradores. Faça uma reunião de brainstorming, e peça que seus funcionários pensem fora da caixa, encontrando soluções criativas e viáveis para os problemas encontrados.

Acompanhe os processos

Depois de ter tomado a decisão a ser tomada, e ter definido as ações que precisam ser feitas, é preciso continuar acompanhando os processos para ter certeza de que tudo está seguindo como deve ser. Para isso, os indicadores de desempenhos confiáveis continuam tendo grande importância para garantir que as análises sejam fiéis aos acontecimentos. Caso seja preciso indicar outra pessoa para ser o responsável pela condução do que foi planejado, assegure-se de que ela seja de confiança e, mesmo assim, esteja sempre inteirado sobre o que está acontecendo. Lembre-se de que você é o responsável pelas tomadas de decisões e será cobrado, mais cedo ou mais tarde, por elas. Com essas dicas certamente você conseguirá tomar decisões importantes para sua empresa de maneira mais rápida e objetiva, e terá a certeza de que a escolha será a melhor para os seus negócios.

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Estarão as empresas prontas para adoptar a tecnologia RPA? (parte 1)

Estarão as empresas prontas para adoptar a tecnologia RPA? (parte 1)

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Por Adriano Ribeiro, CEO & partner bwd e Rui Raposo, CCO & partner bwd

RPA é um tipo de software que imita a atividade de um ser humano na realização de uma tarefa dentro de um processo e que pode realizar tarefas repetitivas mais rapidamente, com precisão e incansavelmente, libertando os seres humanos para a realização de outras tarefas que requerem capacidades humanas, tais como inteligência emocional, raciocínio, e interação complexa com clientes ou fornecedores.

Na bwd costumamos dizer que o RPA tira o robô do ser humano.

Num processo de Back-Office, o colaborador humano “normal” tem um número elevado de tarefas repetitivas, rotineiras que são tristes e desinteressantes. Em função disso, esta nova onda de automação, via utilização de RPA, está a ser impulsionada pelas mesmas razões que trouxeram em primeiro lugar a robótica e automação para o local de trabalho: libertar os trabalhadores humanos de tarefas sujas, chatas ou perigosas; para melhorar a qualidade, eliminar erros e reduzir a variabilidade dos resultados. E ainda, claro, reduzir os custos.

Surge, no entanto, uma preocupação na mente das pessoas: poderá haver uma ligação entre a passagem destas tarefas para robôs e a redução de emprego para os humanos?

A única relação direta que pode ser estabelecida é a passagem para os robôs de tarefas repetitivas e que desperdiçam o potencial da intervenção humana. Com a utilização de robôs, os “humanos” passam a poder ser utilizados onde é necessário o pensamento humano, com todas as suas vertentes, como por exemplo a criatividade.

Mas afinal que aplicações tem o RPA – porque a sua aplicação está a crescer exponencialmente?

As organizações estão a lidar com cargas de trabalho cada vez maiores. Haverá uma quantidade exponencial de trabalho que coincide com o aumento exponencial de dados -50 por cento a mais a cada ano. Temos também o factor do aumento maciço na regulação de auditoria e na burocracia. Precisamos de automação para aliviar o stress que estas atividades criam nas organizações.

Por exemplo, as indústrias altamente regulamentadas, tais como seguros e banca, estão a descobrir que a automação é uma maneira barata e rápida de aplicar capacidade superior na resposta ao problema de compliance.

O RPA permite também um melhor serviço e maior atenção ao cliente, dado que possibilita mais poder em todo o processo. Numa organização em que as consultas de clientes são regulares, por exemplo, pode libertar pessoal para lidar com as questões mais complexas. Os seus utilizadores podem criar robôs inteligentes que imitam as ações humanas enquanto impulsionam a melhoria contínua utilizando inteligência artificial e tecnologias de machine learning. Estes robôs inteligentes interagem em harmonia com as aplicações, e com qualquer sistema legacy, portal ou base de dados, agregando dados, transformando-os em informações úteis, acionando respostas e comunicando entre sistemas organizacionais, sites da Web e aplicações de desktop. São por isso um excelente complemento ao trabalho humano.

Então que tarefas pode o robô fazer concretamente?

Os robôs podem ser utilizados em múltiplas atividades. Somente a título de exemplo, podemos elencar algumas:

Processamento de devoluções no e-commerce, tarefa que é significativamente consumidora de tempo quando executada de forma manual;

Gestão de Workflows, englobando quer a gestão de fluxos de trabalho, quer outros processos de RH, tais como a atribuição de turnos, gestão de mapas de pagamento e de licenças de colaboradores, os quais podem ser executados de forma mais produtiva pelo RPA;

Gestão do apoio ao cliente, que com o RPA é executada de forma ininterrupta, 24h por dia incluindo a automatização de processos como a recolha de feedback;

Gestão de ERP, executando integrações de sistemas centrais com sistemas de inventário e sistemas de front-office, o que garante uma gestão eficiente das atividades de logística e da cadeia de valor, bem como monitorização permanente do nível dos stocks;

Contabilidade e área financeira, incluindo processamento de pedidos e faturas, gestão de contas a pagar e contas a receber, conciliação de contas, ordens de pagamento, reports, consolidação de informações de contas entre inúmeras outras tarefas, podem ser geridas pelo RPA, como transações entre vários departamentos e divisões que necessitem de registo e de estar atualizadas e consolidadas no ERP;

Marketing e Análise do Comportamento do Consumidor, campanhas podem ser repetidas sem esforço manual, o que possibilita um ajuste nas estratégias com base na análise, ao mesmo tempo que o RPA ajudará a medir a eficácia de novas estratégias;

Planeamento da procura e oferta – uma tarefa complexa, que exige a pesquisa e a recolha de dados, formatação dos mesmos e execução de simulações, descobrir exceções, tarefas que podem ser automatizadas e simplificadas empregando tecnologia RPA;

Logística e Gestão da Cadeia de Valor – a automação de e-mails pelo RPA significa a possibilidade de executar-se de forma automática o envio de um email ou texto quando um pedido é reservado, enviado, atrasado ou entregue, sendo este também muito útil na manutenção dos níveis de stocks e criação de notificações quando os produtos atingem níveis extremamente baixos ou limiares. Depois de avaliar os pedidos anteriores, a RPA pode ajudar a determinar os níveis ideais de pedidos para melhorar a aquisição, reduzir custos e reduzir o desperdício.

As tarefas não estão confinadas ao tratamento de dados?

Recolha e tratamento de dados estão entre as funcionalidades imediatas do RPA, no entanto, as tarefas de análise e processamento inteligente são ilimitadas.

 

(continua…)